Tempos de esperança

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Os tempos atuais merecem muita atenção por nossa parte: crise política e econômica, ambas oriundas da intervenção estatal, nos levou a sermos olhados com desconfiança pelos outros países do globo (salvo os países vermelho- camaradas espalhados pelo mundo), por investidores internacionais e, o que é o caso mais sério, pelos próprios brasileiros. Entretanto, as grandes mudanças ocorrem em tempos de crise. E este, embora seja ruim sob primeira impressão, é o cenário ideal para a expansão dos ideais liberais.

A verdade tem que ser dita: o Brasil está, não caminhando, mas correndo tão rápido quando Usain Bolt para a sua derrocada. No âmbito da economia, temos como exemplo o setor industrial brasileiro. O emprego neste mesmo setor teve um recuo de 0,8% na virada de Junho para Agosto, na série livre de influências sazonais, como destaca o IBGE. Seu maior recuo desde 2001 se deve a queda de 6,9 %, comparando Agosto deste ano com agosto do ano passado, registrado pela Pimes (Pesquisa Industrial Mensal – Emprego e Salário). A queda foi mais sentida no setor automobilístico.

A dívida bruta brasileira tem crescido de forma exponencial, mesmo o governo tentando maquiar estes números, dando enfoque à divida líquida. Segundo o Deutsche Bank, por exemplo, a dívida bruta brasileira deve pular para 79,1% em 2020.

No que tange ao índice de liberdade econômica, que é um indicador do grau de intervenção estatal na economia, o cenário no Brasil se torna assustador. Segundo a Heritage Foundation, estamos na posição 118º no índice de liberdade econômica, atrás de países como Belize, Honduras e Butão.

Como se não fosse suficiente os problemas econômicos do Brasil, que está à beira de uma recessão, ainda há de se considerar a crise política. Começando com o iminente movimento pró-impeachment que, ao contrário do que os opositores costumam chamar de golpe, é notadamente constitucional, como prova a Lei nº 1.079 de 10 de Abril de 1950, a Lei do Impeachment. Nela, consta que são motivos passíveis para o processo de impeachment atos contra a, por exemplo: probidade na administração (inciso V), a lei orçamentária (inciso VI) e a guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos (inciso VII).

Gastos exacerbados – que estão intimamente ligados à alta tributação brasileira pela simples lógica de que o governo não produz, logo, arrecada dinheiro da, além da emissão monetária e por empréstimos, tributação compulsória – também devem ser observados, contribuindo fortemente para a crise instaurada em terra brasilis.

 Entretanto, são em tempos de crise que surgem as melhores oportunidades. É necessário passar pela morte para, assim, reviver. Este caos em que o Brasil se encontra nos ensinam lições. Nos mostram que o atual modelo de governo é insustentável, que o Estado inchado torna mais propícia a corrupção, a intervenção e a burocracia. É hora de mudanças. É hora de experimentarmos políticas de livre mercado, de Estado desinchado (até mesmo, mínimo), de estimular o empreendedorismo, de maior respeito às individualidades. É hora de mudanças, a esperança está logo ai. E não há tempo melhor para tais mudanças do que os tempos atuais.

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