Sustentabilidade: inimiga do capitalismo?

“Sustentabilidade: inimiga do capitalismo?” é uma co-autoria de Gabriel Spalenza Pedroni.

Desde a revolução industrial, críticos do capitalismo tem apontado que “culto ao consumo” levará ao desgaste de nossos recursos naturais. A influencia destes críticos é tamanha que influenciou obras cinematográficas, como o filme “Wall-E” e a série “3%”.

Esses críticos apontam para, por exemplo, a África subsaariana como uma consequência do consumismo e capitalismo desenfreado. O equívoco destas críticas é, no histórico destas nações, elas viveram ditaduras socialistas alinhadas a URSS, na Guerra Fria. Estas sociedades, na realidade, não receberam a experiência do capitalismo, do empreendedorismo e do investimento externo.

Passando a análise para nações que realmente possuem um histórico de liberdade econômica. Mesmo abandonando uma cultura prévia de liberdade, nações ainda são beneficiadas por algumas consequências dessa liberdade econômica. Liberdade econômica, leis fortes e um ecossistema fértil ao empreendedorismo são três ingredientes básicos para qualquer país neste critério. Coréia do Sul, Japão, Nova Zelândia, Hong Kong e Botswana são exemplos destes países. Com poucas décadas de aplicação dos três princípios, os 5 países experimentaram enorme crescimento de IDH.

Maslow é um psicólogo norte americano que desenvolveu uma pirâmide homônima. Sua criação trata sobre a hierarquia das necessidades de um indivíduos, determinando as condições necessárias para satisfação pessoal e profissional do ser humano.

Conforme as pessoas(seres racionais) atingem determinados níveis da pirâmide, tendem a buscar satisfazer suas próximas necessidades, conforme ilustrado: AAEAAQAAAAAAAASMAAAAJGU1ODczYjYyLTIxNTQtNDFjNi05MWFjLTBhZGU3YjQ5Yjk5Yg - Sustentabilidade: inimiga do capitalismo?

Alguns críticos também afirmam que o crescimento demográfico é um fator que gera problemas para a sustentabilidade. Apontam que o capitalismo agrava esses problemas, fazendo pessoas trabalharem para a resolução de problemas econômicos, ignorando consequências ambientais..

Podemos ver que nas sociedades mais pobres, a taxa de natalidade é extremamente alta, problema que é causado por vários fatores, um deles a falta de acesso a formas de prevenção. Um fator ainda mais preocupante são nações predominantemente agrárias, sem acesso a técnicas e tecnologias que facilitem o plantio e colheita, nestas regiões (e em nações hoje desenvolvidas, mas com passado agrário), é comum ter muitos filhos para que estes ajudem na produção de comida, o problema é que estes novos humanos irão aumentar a demanda por alimento, abrigo e vestuário, aumentando diretamente a necessidade por extrativismo e recursos naturais.

Se analisarmos o índice de desenvolvimento humano, podemos ver que o mesmo contrapõe a taxa de natalidade, quanto mais a sociedade se desenvolve economicamente menos filhos eles geram. O exemplo mais claro são os constantes estudos referentes ao envelhecimento da população de várias nações ao redor do globo. Certos especialistas apontam, como “remédio” para esse envelhecimento, a imigração vinda de países mais pobres, onde a população é menor, mas os índices de liberdade e desenvolvimento humano são menores.

Então abrir espaço para crescimento econômico através de uma sociedade mais livre e mais próspera, abrangendo todas as classes não é maléfico para a sustentabilidade. Com acesso à tecnologias de prevenção e fácil suprimento das necessidades básicas, como alimentação, abrigo e vestuário, abre espaço para que as pessoas avancem para as necessidades profissionais, de reconhecimento social, auto compreensão e realização moral, deixando de lado a necessidade fisiológica de crescer e reproduzir.

Em ultimo caso, se a taxa de natalidade não diminuir, podemos observar o exemplo da Inglaterra pré revolução industrial. Na época, uma preocupação constante era a população crescer além dos recursos disponíveis para alimenta-las. O começo da revolução industrial mudou a perspectiva anterior. A população britânica quase que triplicou, mas com uma qualidade de vida inédita em toda a história. Essa realidade só foi possível graças a produção em massa, barata e focada nas massas pobres.

Isto foi possível graças à busca pelo lucro, a necessidade de produzir mais com menos, suprindo as necessidades do cliente.

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