Sophie e Hans Scholl: dois irmãos contra o Nazismo.

Quando se fala em Alemanha nazista, muito se fala da “juventude hitlerista”, uma instituição que treinava jovens para os interesses nazistas. Eram jovens ludibriados pelas estratégias programáticas usadas por Goebbels (Ministro da propaganda nazista) de persuasão e convencimento, fazendo com que eles pensassem que dar a sua vida pelos interesses de Hitler era motivo de orgulho para a nação. Não bastando as punições do estado imposta a quem o desrespeitasse, ou por não querer ingressar nesse programa, faziam florescer no coração jovem, ansioso por aventura, um sentimento de superioridade, nacionalismo, que essa era a forma de dar continuidade a raça ariana e a nação germânica. Certamente, fazer parte disso era um “privilégio”.

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Hitler junto com alguns integrantes da juventude hitleriana.

Mas dentre estes, haviam também aqueles que não tinham este sentimento, eram jovens inconformados com a ditadura imposta e desejosos em viver a liberdade. E neste artigo vamos tratar de um dos mais famoso grupo de resistência : o “Rosa branca”.

Este grupo de jovens corajosos agiam arriscadamente, protagonizando ações como entrega de panfletos nas caixas de correio da cidade de Baviera na Alemanha, com críticas ao Führer. Também grafitavam em papéis parafinados a palavra “Freiheit”, que significa “Liberdade”, em alemão. Da mesma forma a frase  “Unter Hitler”, que significa “Abaixo Hitler”.

No meio do grupo havia  dois irmãos especiais: Sophie e Hans Scholl. Sophie Scholl (1921-1943) irmã mais nova de Hans, que entrou no grupo para ajudar a disfarçar as atuações. Ela estudava na Universidade de Munique, onde agia na entrega de panfletos subversivos à ditadura. Foi descoberta por um funcionário da Universidade junto com seu irmão e seu amigo Cristoph Probst. Foram levados ao GESTAPO (Polícia secreta do Estado) que os prenderam e logo depois de condenados foram guilhotinados. Há hoje em dia filmes, documentários que retratam a sua história, como o filme: “Uma mulher contra Hitler”.

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Sophie Scholl

Hans Scholl (1918-1943) Foi um dos fundadores do Rosa Branca, pois não conseguia entender, assim como o grupo, como fora levado o povo alemão de maneira tão leviana a apoiar o partido nazista e sua ideologia. Foi junto com sua irmã Sophie e seu amigo Cristoph condenado a guilhotina, e suas últimas palavras antes da morte foram: “LONGA VIDA À LIBERDADE”. Hoje estes são considerados heróis nacionais alemães.

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Hans Scholl

Pouco tempo depois outros estudantes e integrantes que tinham relação com o grupo foram capturados e executados. O último panfleto idealizado pelo grupo foi pego e depois jogado sobre o país pelas aeronaves aliadas e nele dizia:

“O dia do ajuste às contas chegou, a juventude da Alemanha ajustando as contas com a tirania mais repulsiva que nossa nação já viu.
Para nós, há apenas um slogan: ‘Lute contra o Partido! Saia da hierarquia do Partido que quer nos manter em silêncio!’
O nome alemão será desonrado para sempre se a juventude alemã não se rebelar, para vingar e expiar de uma vez, para destruir seus algozes e construir uma nova Europa espiritual. Estudantes! A nação alemã olha para nós!”

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Memorial em homenagem ao grupo, na Alemanha.

Muitas vezes  o valor de ser quem se quer realmente ser é esquecido. O preço que esses três jovens pagaram pela sua liberdade foi a vida. Felizmente, findou-se o terceiro Reich e isso não só custou as vidas desses jovens, mas também as de milhares de pessoas que não tiveram o direito de exercer sua liberdade e sua individualidade, que são dois dos três direitos naturais, juntamente com o direito à propriedade privada, segundo Bastiát. Este movimento de jovens esperançosos ficará na história como exemplo e aprendizado, reforçando-nos sempre a conservação da livre propagação de ideias e tolerância. O preço da liberdade é a eterna vigilância, como disse Thomas Jefferson. E esta mesma  frase  serve para os  dias atuais, pois é importante estar atento  quando uma força maior de poder tenta nos tirar, de maneira sutil ou intrusiva, algo que é essencial para cada indivíduo em particualar. E que o clamor de Hans, antes de sua morte seja perpetuado: “Longa vida à liberdade”.

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