Socialismo: Entenda de maneira dinâmica porque este modo econômico de administrar uma nação não dá certo.

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“A cara do inimigo é vermelha”. Já dizia o nosso querido Robert Plant, vocalista da grande banda Led Zeppelin, na música The Battle Of Evermore, de 1971. É um dito muito coerente, mas por quê? Por que nós ouvimos diversas expressões que apontam o socialismo como sendo inteiramente falho, ou que dizem que quem é socialista não conhece comida, por exemplo? Procurarei neste tópico explicar tal fato de maneira objetiva e sucinta. Então vamos lá.

O socialismo propriamente dito, prega basicamente a abolição de classes sociais e de propriedade privada, repartição do trabalho comum e dos objetos de consumo. Ou seja, nada do que é seu atualmente, seria de fato seu neste regime, e toda a sociedade viveria em iguais condições, pacíficas e harmônicas. Até aí tudo parece maravilhoso na visão de Karl Marx e Friedrich Engels, principais idealizadores do socialismo científico, que é o objeto de análise em questão. Mas à partir deste ponto, faremos uma comparação do meio em que vivemos com o proposto pelos senhores supracitados.
Pra começar, vamos nos ater à ideia proposta pelo próprio Marx, onde o socialismo seria o mediador entre a desinstalação do capitalismo, e a implantação do comunismo, onde o mesmo, em seu caráter mais radical, prevê a extinção até mesmo do Estado, logo, um meio termo dessa transição ainda inclui a existência do Estado, porém, o mesmo estaria nas mãos da ditadura do proletariado, e, gradativamente, aconteceria a socialização dos bens, meios de produção e a extinção da propriedade privada. Ou seja, uma vez que sob a economia planificada, que gerencia os preços, estoques e salários, e onde todos possuem os mesmos rendimentos e oportunidades, a população trabalharia e viveria do próprio trabalho, produzindo mantimentos necessários e distribuindo-os igualmente por meio do Estado.
Agora que temos um esboço de como é a proposta de funcionamento do socialismo, vamos avaliar alguns pontos em que, se utilizando de fatos ocorridos e comprovados ou simplesmente obtidos por meio de raciocínio lógico e bom senso, podemos destrinchar esse sistema e apontar suas muitas falhas.

Ponto 1: Imediatamente podemos perceber o erro em abolir a propriedade privada, uma vez que as empresas e indústrias têm seu modus operandi voltado para a eficiência de produção, melhoria e qualidade do produto que ela produz, seja ele qual for. Essas melhorias se fazem existentes quando existem trabalhadores fixos, experientes, competentes e profissionais no que fazem, onde estes por sua vez, vão em busca de conhecimento e técnicas para tal fato, conseguidos por meio de estudos, cursos e práticas de qualidade, que são doutrinados por mestres e professores que dedicam a própria vida ao domínio da ciência lecionada. É uma reação em cadeia, onde toda e qualquer coisa depende de capital para se aplicar os investimentos cabíveis à fim de obter qualquer tipo de melhoria e também de despadronização para que se façam existentes os métodos próprios de busca, pesquisa, estudos e otimizações. Princípios esses que vão contra as ideologias socialistas, porque segundo as mesmas, a sociedade precisa ser absolutamente igual, sem distinção de classe social e diferenças econômicas, onde tudo é de todos, e o trabalho deve ser comum e igualitário, de modo que não sobra espaço para personalizações e aperfeiçoamentos deste. Este primeiro ponto, nós podemos aplicar a todo e qualquer produto que nos cerca. Automóveis, roupas, calçados, eletrodomésticos, mobílias, até mesmo alimentícios. Enfim, todo e qualquer bem de consumo. A despadronização e métodos próprios de se construir os bens nos levam à ter uma variedade de produtos de qualidade superior, e os inferiores à estes. Agora imagine, se tivéssemos uma única escolha para tudo, e essa sempre fosse a pior possível? Porque é o que acontece no socialismo, com a padronização e a igualdade das produtividades. Como prova disso temos os bens de consumo antiquados de Cuba, problema proveniente de muitos e muitos anos de ditadura de Fidel Castro, sendo sucedido por Raúl Castro nos dias atuais.

Ponto 2: Porque ouvimos tanto a seguinte expressão? “Ou você é socialista, ou você tem comida em casa. Os dois não dá”. Ela se dá pelo simples fato de: Se você ataca a propriedade privada, persegue empreendedores, comerciantes, destrói a moeda, extingue o sistema de preços, acaba com o comércio internacional de seu país com outros, estatiza empresas e manda pra cadeia os opositores à esse movimento, você está obliterando todo e qualquer tipo de alimentação e desenvolvimento do seu país, pois com isso, deixarão de entrar matéria-prima para produção de mercadorias, ou mesmo mercadorias prontas para uso, alimentos importados que complementam a comida disponível, e não bastando isso, você ainda impossibilita a produção e o trânsito de alimentos e mercadorias internas, pois se não existe o latifundiário para plantar e colher, não existe o empresário para fabricar produtos, não existe o comerciante para adquirir dos grandes produtores e passar ao consumidor final, não existe o objeto de câmbio para aquisição de mercadorias e alimentos, não existem os preços, e se tudo foi distribuído para as pessoas, o que resulta numa quantidade igualitária desprezível e insignificante, fica a pergunta no ar. Como as pessoas vão suprir a necessidade mais básica de se alimentar ou mesmo matar a sede? Este problema nós podemos visualizar em larga escala na Venezuela, desde a época do ditador Hugo Chávez, sendo sucedido por Nicolás Maduro, dando continuidade também ao inferno que paira sobre o país atualmente.

É fato. Comprovado ou simplesmente constatado por pensamentos que fazem sentido e lógicos, o socialismo nunca dará certo. Temos como prova disso, países que sobrevivem em meio às ruínas durante décadas até hoje, onde pessoas morrem de inanição. Só há revolta, fome, ódio e ausência de dignidade para toda a população dos mesmos, como os países citados nos pontos acima. Agora surgem mais duas perguntas: Será mesmo esse o regime econômico que prioriza a sociedade de um país? Vamos prosperar ou morrer sem dignidade? São perguntas que merecem resposta, não é mesmo?

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