Quem é você na fila do pão? Leia e descubra.

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O ser humano, já há muito tempo desde sua existência, busca cada vez mais métodos e mais métodos de governar e ser governado. Está no sangue, uma vez que somos tidos como a raça mais inteligente do planeta Terra (existem certas controvérsias). Mas, comentários à parte, há alguns bons milênios, são elaborados e pesquisados jeitos de se gerenciar nações inteiras. E no mundo atual, o que mais temos são estes diferentes métodos de política, que, acoplado a ela, vem a economia, fator fundamental de uma nação. Até por que, quem imaginaria um governo, ou mesmo a ausência dele, onde o dinheiro não existe? Sem dúvida uma ideia um tanto quanto idiota, mas como sabemos, existem muitos que creem nesta possibilidade.
Deixando então estes em sua ilusão e indo direto ao ponto: Existem muitas doutrinas político-econômicas atualmente, e isso pode acabar causando certa confusão em algumas pessoas, que às vezes podem se confundir com tantos vieses que diferem em pouca coisa em relação aos outros, e abaixo serão abordadas algumas destas doutrinas, que condizem com a temática liberal e são as mais conhecidas e adotadas dentro deste meio, por se encaixarem nos ideais da grande maioria da população liberal/libertária.

Liberalismo Clássico: Possui como principal característica a defesa da liberdade individual, com a limitação do poder do Estado sendo exercido pelo império da lei. Prega a igualdade de todos perante a lei, o direito de propriedade privada, e em termos de economia, defende o laissez-faire (expressão francesa que significa literalmente: deixar fluir, deixai passar, referindo-se ao livre mercado, que não deve ser interrompido, apenas com regulamentos suficientes para proteger os direitos de propriedade).
Surgido no século XIX na Europa e nos Estados Unidos, possui como fontes algumas ideias correntes do final do século XVIII, sendo elas as de Adam Smith, John Locke, Jean-Baptiste Say, Thomas Malthus, David Ricardo, Montesquieu e Voltaire. Sempre destacando a crença no livre mercado, no jusnaturalismo, no utilitarismo e no progresso, o liberalismo clássico é o resultado de uma fusão do liberalismo econômico com o liberalismo político. Um fato normativo do liberalismo clássico é a ideia de que o laissez-faire conseguiria criar uma ordem espontânea, onde a interação dos indivíduos obedeceria uma determinada ordem, tal qual dito por Adam Smith, como se houvesse uma mão invisível orientando a economia e beneficiando a sociedade. O Estado neste sistema tem apenas o dever de proteger os homens uns dos outros, garantindo a segurança.

Ordoliberalismo alemão: Enfatiza a necessidade do Estado de assegurar a correção de todas as imperfeições dos mercados para permitir que estes se aproximem o máximo possível do seu potencial de eficiência teórico. Foi adotado principalmente na Alemanha, no pós Segunda Guerra Mundial (originando daí o seu nome), e se intitula uma terceira alternativa, estando entre o socialismo e o capitalismo. Esta doutrina foi criada por economistas e juristas alemães, como, Wilhelm Röpke, Walter Eucken, Franz Böhm, Hans Großmann-Doerth, Alfred Müller-Armack e Alexander Rüstow, juntamente com a Escola de Friburgo, entre 1930 e 1950.
Com algumas modificações em relação ao Liberalismo Clássico, inspiraram a criação da economia social de mercado na Alemanha do pós Segunda Guerra Mundial e o consequente Wirtschaftswunder (milagre econômico, em alemão), sendo considerada a variante alemã do Liberalismo, com três importantes diferenças: criar uma “ordem” (ordo) que evite as falhas dos mercados, dificultando o abuso de poder econômico; organizar a economia com mercados eficientes e competitivos; assegurar uma “ordem” forte para uma economia justa numa economia social de mercado.

Minarquismo: Variante do Liberalismo Clássico, e sem muitas diferenças para explicitar, o Minarquismo prega que a função do Estado é assegurar os direitos básicos da população. Ou seja, segurança pública, justiça, e poder de polícia, além da criação da legislação necessária para assegurar o cumprimento destas funções. Os Minarquistas são contrários a Estados com grande peso na economia e defendem o livre mercado. Na realidade, o objetivo do Minarquistas é reduzir o Estado cada vez mais, até que o mesmo se limite única e exclusivamente às funções supracitadas, tidas como direito fundamental das pessoas.

Libertarianismo: Busca maximizar a autonomia e a liberdade de escolha, enfatizando as liberdades políticas, associações voluntárias e a primazia do julgamento individual. Indo um pouco mais além do Liberalismo Clássico, os Libertários compartilham de um completo ceticismo sobre a autoridade e o poder do Estado, fato este que implica na abolição do mesmo. O capitalismo laissez-faire se faz totalmente presente, os direitos de propriedade privada também são um forte ponto, bem como a proeminência do indivíduo. No geral, Libertários são aqueles que apoiam a expansão das liberdades individuais tanto econômicas quanto sociais, ou seja, uma justaposição entre liberdade econômica e social, mais acentuada, porém igualmente harmônica.
Não pode-se esquecer também do modo de produção capitalista, aclamado e vigorosamente defendido. É também alegado no Libertarianismo que um indivíduo possui direito de se apropriar de quantidades desiguais de partes do mundo exterior, reforçando assim o direito de propriedade privada. Os principais nomes do Libertarianismo são também, alguns Liberais Clássicos, que contribuíram para o desenvolvimento da vertente, sendo eles: John Locke, Frédéric Bastiat, David Hume, Alexis de Tocqueville, Adam Smith, David Ricardo, Rose Wilder Lane, Lysander Spooner, Milton Friedman, David Friedman, Ayn Rand, Friedrich von Hayek, Ludwig von Mises e Murray Rothbard. Com particular relevância, Mises e Rothbard se distinguem de seus predecessores por rejeitar o empiricismo como método de avaliação científica.

Anarco-Capitalismo: Diga-se de passagem, a doutrina político-econômica favorita deste que vos fala, e a mais recomendada pelo mesmo, o Anarco-Capitalismo é uma versão radical do liberalismo clássico, unido com o anarquismo individualista e tem como postulado que quaisquer formas de governo estatais são desnecessárias e prejudiciais à liberdade e ao bem estar humano.
Defende a eliminação completa do Estado em favor da soberania individual em um livre mercado. Murray Rothbard é creditado por ter cunhado o termo na década de 1940, porém ideias similares já eram defendidas por economistas anteriores, tais como Gustave de Molinari. Em uma sociedade Anarco-Capitalista, todos os serviços, produtos e espaços ocupados seriam privados. Terras inabitadas seriam passíveis de apropriação e locais hoje tidos como públicos, tais como ruas, estradas, praças, áreas verdes, etc. seriam providos apenas por entidades (indivíduos ou empresas) privadas interessadas.
Serviços e produtos que hoje são fornecidos exclusiva ou primariamente pelo Estado, tais como manutenção de vias, energia elétrica, encanamento, dinheiro, tribunais e patrulhamento, seriam prestados por empresas privadas dedicadas a essas funções, que seriam contratadas por quem delas necessitasse e estes fornecedores concorreriam entre si num livre mercado.
De acordo com a doutrina Anarco-Capitalista, toda ação humana, incluindo leis, justiça e economia, seria pautada apenas pelo direito natural e pelos mecanismos do mercado ao invés de ser através da política. Anarco-Capitalistas veem o capitalismo de livre mercado como a base para uma livre e próspera sociedade. Rothbard disse que a diferença entre o Capitalismo de Livre Mercado e o Capitalismo de Estado é a diferença entre “trocas voluntárias e pacíficas e uma parceria de conluio entre empresas e governo que usa a coerção para subverter o livre mercado”
Assim, eles rejeitam o estado, com base na afirmação de que os Estados são entidades agressoras que restringem as liberdades individuais e violam os direitos que dizem defender ao roubar a propriedade dos indivíduos sob forma de tributação e expropriação, ao tomar para si o monopólio sobre o uso da força, usar seus poderes coercitivos para beneficiar algumas empresas e/ou indivíduos em detrimento dos outros, ao criar ambiente propício ao surgimento de monopólios, ao restringir o comércio e as trocas voluntárias entre pessoas, ao escravizar com a instituição do ensino obrigatório e da conscrição, entre outros atos coercitivos.

Agorismo: Fundado por Samuel Edward Konkin III, que definiu um agorista como um praticante consciente da “contra-economia”. O objetivo dos Agoristas é uma sociedade na qual todas as relações entre as pessoas são de trocas voluntárias – um livre mercado. O termo vem da palavra grega Ágora, um local aberto para assembleias com mercados compostos por feiras livres em seus limites nas antigas cidades-estados gregas.
Ideologicamente, é um termo representando um tipo revolucionário de anarquismo de mercado. A característica que distingue o Agorismo das demais formas de anarquismo de mercado é que sua estrategia tem por ênfase a contra-economia, entendida como atividades pacíficas de mercados livres do pagamento de impostos.
O Agorismo é uma forma de anarquia de mercado. Os agoristas seguidores de Konkin consideram a propriedade intelectual ilegítima, sendo suas ideias uma evolução das de Murray Rothbard, enquanto os adeptos da linha de J. Neil Schulman a consideram legítima, considerando que cada invenção é logicamente propriedade exclusiva de seu criador. Como o mutualismo, o Agorismo advoga um “livre-mercado anti-capitalista”, mas diferentemente deste, não mantém que o uso contínuo seja requerimento para que a propriedade pertença legitimamente ao seu dono. A propriedade privada, particularmente a terra, não continuaria infinitamente, e sim se usaria apenas enquanto haja uma capacidade regular para evitar que seja considerada abandonada. Alguns anarco-capitalistas creem que toda propriedade deveria ser Propriedade Privada, enquanto os Agoristas acreditam que a propriedade coletiva pode ser permitida, assim como a propriedade de ocupação e uso.

Agora, tendo em vista as principais vertentes doutrinárias que promovem a liberdade, é identificar qual a que mais retrata os seus ideais.

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