Ocupações e Maturidade Cultural

Chegamos aos últimos meses de 2016 e, além dos problemas econômicos, várias escolas, institutos e universidades ao redor do país estão sendo invadidas por alunos e militantes focados não em melhorar o ensino no Brasil, mas sim em promover críticas a atual gestão do governo federal.

Usar a PEC 241(atual PEC 55) como motivo de protesto por melhorias na educação e dessa forma ocupar escolas, institutos e universidades é prova de desconhecimento sobre a proposta ou simples falta de caráter em usar o desconhecimento dos alunos e professores para fazer oposição ao atual governo.
Esta proposta de emenda à constituição afeta apenas a administração pública direta, ou seja, não afeta autarquias, portanto nenhum orçamento de Universidade Federal será afetado; a PEC atinge apenas o orçamento da união, estados e municípios não são afetados por ela, assim como as escolas e institutos estaduais e municipais;

O brasileiro, em todos os níveis de idade, renda e escolaridade, precisa de amadurecimento cultural, o amadurecimento que resulta da educação e não do ensino. Precisamos parar de acreditar cegamente no que “intelectuais” dizem. É preciso analisar, questionar e refletir antes de agir, seja contra ou a favor.

Protestos por melhoria de serviços não podem barrar a prestação de serviços, não se pode protestar pela melhoria do serviço de saúde ocupando hospitais e impedindo médicos de prestarem socorro, assim como não se pode protestar contra as falhas do ensino através de invasões às escolas. Independentemente de suas motivações, os invasores estão barrando as aulas de inúmeros alunos neutros, cuja única vontade é terminar seu ano letivo.

É hora de encarar o problema destas ocupações não com armas ou intolerância, mas divulgando as ideias corretas: o governo não é diferente de uma casa ou uma empresa, você não pode gastar mais do que arrecada/recebe; e o direito de protesto de um indivíduo vai até onde começa os direitos de outro indivíduo.

Uma sociedade próspera se faz com liberdade e responsabilidade. Como defendido por Domingos José Martins em vida, precisamos ser livres da intervenção e das restrições de um estado inchado para termos responsabilidade por nossas próprias vidas.

Pela liberdade,

Gabriel Spalenza Pedroni, Diretor Executivo do Grupo Domingos Martins.

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