O Racionamento é a solução?

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No dia 19 de Setembro, recebemos a notícia de que a fornecedora de água (CESAN) determinou o racionamento do fornecimento de água na Grande Vitoria, após o anúncio, a pergunta que mais recebi foi “como a iniciativa privada resolveria o problema do racionamento/escassez de água?” seguida por  “se houvesse outros fornecedores, resolveria o problema?”. Vamos analisar e responder ambas as perguntas.

“Como a iniciativa privada resolveria o problema do racionamento/escassez de água?”

Quando eu era jovem no meio liberal esta questão me vinha com frequência, eu conseguia imaginar a solução para inúmeros problemas atuais; zoológicos para animais em risco de extinção, venda de áreas de mata atlântica para turismo/pesquisas medicinais, alimentos transgênicos para aumento da produção de alimentos e etc, mas não via uma solução para a água, afinal, para mim, água era um recurso muito escasso e não seria um recurso renovável… Até conhecer o caso de Israel.

Israel é um estado pequeno com poucas bacias hidrográficas, localizado em meio ao deserto, lá a demanda por água era maior que a oferta, causando ausência do recurso para todos, mas como os indivíduos sempre solucionaram seus problemas (seguindo a lógica da regra mais básica da economia, se há demanda haverá oferta!). Os Israelenses investiram em estações de dessalinização de água e em reciclagem e reutilização das águas residuais para agricultura, oferecendo água suficiente para todas as necessidades. Hoje além de Israel ser líder mundial em reuso da água, mais da metade da água utilizada por seus moradores é produzida artificialmente pelo processo de dessalinização e tratamento. Em resumo, as iniciativas privadas juntamente com os indivíduos solucionam seus problemas desde que haja liberdade para tal feito.

Passamos a segunda pergunta: “se houvesse outros fornecedores, resolveria o problema?”

Essa resposta é um pouco mais complicada, mas adiantando: sim, mais fornecedores resolveriam o problema. A lógica é simples, se a empresa X oferece o mesmo produto que a empresa Y mas seu produto está acabando, ele teria um problema em mãos a ser resolvido e não ficar esperando a solução cair do céu. Seus métodos para conseguir o produto (reservatório para guardar grandes quantidades em tempos de cheia [nossa atual fornecedora não possui um reservatório como a Cantareira em São Paulo], tratamento de água utilizada para reutilização, estações de dessalinização…) não importam desde que ele tenha seu produto para venda. Ou seja, sim, quanto mais concorrência melhor será o produto (Só observar o Uber VS Taxi, Netflix VS Tv’s a cabo, ou qualquer outra área em que não exista uma agencia reguladora estatal para atrapalhar a concorrência e prejudicar o empreendedor), é uma lógica econômica.

Em suma, os indivíduos sempre irão resolver os problemas que os afligem,  por isso lutamos por liberdade econômica, para empreendedores como Julielynn Wong (do projeto 3D4MD, um projeto que distribui moldes de equipamentos e próteses para impressão 3D), Komal Ahmad (do projeto COPIA, que permite que restaurantes e empresas doem suas sobras para pessoas carentes evitando o desperdício desse alimento), Marita Cheng (do projeto Aipoly, que criou um aplicativo que diz para o deficientes visuais os objetos que estão na frente da câmera), entre outros indivíduos  (inclusive com projetos para água) que melhoraram a vida de pessoas que passavam fome, eram deficientes e cegos, continuem aparecendo para resolver os problemas dos indivíduos. Com esses exemplos podemos ver que a solução dos problemas dos indivíduos, é solucionado pelos próprios indivíduos, e que nós Capixabas inspiremo-nos no esforço e eficiência dos Israelenses, que mesmo com décadas de escassez e super-exploração dos seus recursos hídricos, tornaram-se lideres mundiais no reuso a água e hoje não tem mais problema com esse bem tão valioso.

– Abel Alencar

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