O que é ser de esquerda?

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Certamente você já se deparou com amigos ou conhecidos que se declaram de esquerda e tomam para si a luta de todas as minorias do mundo. Ele é de esquerda porque se importa com os pobres e desamparados do mundo, coisa que a direita não faz: à direita só temos a elite e os traidores ou, podemos chamar – vendidos. À direita, de acordo com eles, temos todos que contrapõe a ideologia esquerdista.

Ser de esquerda não é somente ser contra as formas de opressão e de injustiças, é, também, escolher meios para combate-las, por mais que os esquerdistas não percebam. Ser de esquerda é dizer em claro e em bom som: eu quero que o governo cuide de todos os meus interesses e paute tudo aquilo que acredito; mais democracia, mas a Dilma fica e o cunha sai; que o pobre tenha acesso aos mesmos bens e serviços que os ricos, mas que os impostos aumentem também; eu quero welfare state, mas quem o sustenta deve ser penalizado; eu quero liberdade individual, mas quem decide o salário que você deve receber é o governo.

Você deve ouvir muito dos esquerdistas que o caminho é a educação: a educação libertadora; ela não pode ser tratada como mercadoria, ela é um direito e deve ser provida pelo Estado. É, sabemos: nós vivemos há duas décadas sob um governo de esquerda que nos últimos anos o seu slogan passou a ser “pátria educadora” e nossa educação atinge índices lamentáveis. Será que os países socialistas, onde tudo é direito e garantido pelo estado, a educação é de qualidade? A resposta é não. Assim como o Brasil, os países socialistas estão ocupando os lugares mais baixos no ranking de educação. A luta pelo grátis e de qualidade é o resultado de uma sociedade insculpida pelos ideais de Estado provedor e, por isso, ano após ano vemos a educação do jovem brasileiro se afundando em má gestão e corrupção. Então, sabendo disso, podemos concluir que a luta verdadeira da esquerda não é por educação: é uma luta por mais Estado e menos educação.

A luta da esquerda por uma saúde pública de qualidade – SUS – é outro erro divulgado e abraçado pelos que estão desse lado do espectro político. Outra vez se recorre ao Estado, ignorando toda a sua ineficiência como provedor, a má alocação de recursos e a escassez como consequência disso. Ou seja: é preferível que saúde seja, também, ideologicamente vendida como pública, gratuita e de qualidade, do que contarmos com uma gestão privada e mais eficiente. Adota-se novamente o bordão esquerdista de “saúde não é mercadoria, é direito”. Infelizmente, os resultados são sempre os mesmos e o Brasil continua a ocupar os últimos lugares dos rankings de saúde. Quem sofre com isso tudo é o pobre pagador de imposto que tem toda sua renda tomada pelo governo para, em troca, receber um sistema de saúde precário. Portanto, para lutar por uma saúde barata e de qualidade, é preciso prezar pela concorrência do setor privado, eximindo-o dos altos encargos e regulações impostas pelo Estado, permitindo assim uma ampla concorrência e, como resultado, preços acessíveis e planos de saúde que atendam aos mais diversos tipos de demanda. Nesse sentido, a esquerda, ao lutar por uma saúde pública, corre em disparada no sentido contrário à eficiência, qualidade e ao acesso dos mais pobres.

Não obstante dos setores citados acima, está o setor de transporte público que vem sendo alvo de protestos periodicamente com as mesmas reivindicações de sempre: gratuidade, qualidade e fornecimento desses requeridos pelo Estado babá. O setor de transporte é altamente regulado pelo governo por meio da ANTT, fazendo com que os preços desse setor aumentem e a competitividade – e por consequência a qualidade – despenquem. A ideia de gratuidade é tão ideológica e nada econômica que até um petista, em um segundo de lucidez, enxerga a inviabilidade desta medida. O governo não gera riqueza, ele a confisca; assim como ele não faz mágica: apenas promete entregar aos eleitores todas as suas demandas fantasiosas para angariar uma parcela de votos. Pedir por transporte acessível e de qualidade é pedir por concorrência e desregulamentação, e a esquerda, como sempre, acelera na contramão.

Imputar a culpa dos problemas sociais aos lucros exorbitantes dos bancos é especialidade de quem trafega pelo left side. Por falta de entendimento econômico eles atribuem esses lucros à ganância e não à irresponsabilidade governamental e, muitas vezes, corporativismo bancário. A verdade que dói é a de que nunca os bancos lucraram tanto como nos governos de esquerda. O populismo demagógico tem um preço, e é caro. Para eles, é preferível assistencialismo à criação de empregos

Portanto, ser de esquerda, caro leitor, é pedir por governantes mágicos; é pedir ao lobo mau para que conduza a chapeuzinho até a casa da vovó; é correr na chuva por acreditar que molha menos; é tampar o sol com peneira; ser de esquerda é lutar pelo pobre, aumentando-os numericamente; é destruir riqueza distribuindo-a de forma arbitrária. Por fim, ser de esquerda é ingressar em uma via obstruída e sinalizada e, ao se deparar com os buracos, culpar os que sinalizaram e não os que fizeram os buracos.

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