O Movimento Libertário no Brasil

 O maior desafio do movimento libertário no Brasil e também em boa parte do mundo, é vencer a enraizada e secular crença de que todos podemos ter uma parte das benesses do estado e que somos de fato parte do mesmo. Apesar de não ser monarquista, a linha hoppeana aponta a passagem de regimes monárquicos para democráticos como um retrocesso na organização social por, dentre tantos fatores, fazer-nos acreditar que não existe divisão entre os governantes e os governados, enquanto em regimes monárquicos, essa disparidade é bem perceptível.

 Todo esse processo possibilita ascensão de indivíduos de moral relativista e questionável ao poder, utilizando-se de mecanismos demagógicos e coercivos para criar uma falsa sensação de prosperidade e bem-estar para a maior parte da população, enquanto o bem-estar de longo prazo é totalmente abandonado. Tal postura culmina em questões sociais e econômicas de grande relevância, como tensões entre grupos sociais, exploração irracional de recursos naturais e humanos, além da precificação equivocada de ativos e bens de consumo.

Não há como extrair a ideia de que o estado é o maior monopolista de todos, sem antes desmascarar seus atos completamente reprováveis, caso esses sejam executados por indivíduos. Isso inclui tributação, formação de monopólios, oligopólios e carteis, através de regulamentações e protecionismos, massacres e homicídios, além de leis e regulamentações sem sentido e utilidade para a os indivíduos e suas comunidades.

É, portanto, nesse ponto que os libertários devem tocar, na desmistificação dessa crença de que não há diferença entre indivíduo e estado. Há sim um abismo entre os governados e os governantes, e estes usam o maquinário estatal para a manutenção e perpetuação de seu poder e próprio interesse. Políticas que priorizem o curto prazo apenas postergam seus malefícios para as gerações futuras que ainda não foram comprometidas, por completo, graças a capacidade criativa do ser humano e o incentivo positivo de cooperação propiciado pelo sistema capitalista. Devemos lutar no campo das ideias para ilustrar o quão mal embasados, sem sentido, demagógicos, irracionais e ilógicos são os pensamentos predominantes em nossa sociedade que, até então, só retiraram nossa liberdade. Afinal, contrariando todos os ditadores e fascistas da história humana e secundando Mises, somente as ideias nos tirarão dessa escuridão intelectual e social.

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