A melhor estratégia anti-nazi é deixá-los falar

Enquanto o pais ainda está se recuperando das imagens chocantes de violência ocorrida em Charlottesville, VA, semana passada, CCN descreveu os “Alt right” (pessoa de extrema direita) estão planejando nove eventos para essa semana, incluindo um discurso a céu aberto em Boston.

Como esperado, os contra protestos estão sendo planejados, embora a polícia local, na maioria das áreas, está planejando medidas cabíveis para manter os grupos contraditórios separados, no intuito de não ocorrer violências.

Tenho certeza que de esta estratégia será criticada, pois, isso dará aos White Supremacists, Neo-nazistas e outros de sua classe um espaço seguro e sem interferências de grupos contrários para propagar seu discurso de ódio. Isso é verdade, isso acontecerá. E isso é precisamente o motivo de a estratégia estar certa, por inúmeras razões. Essa estratégia deveria ter sido empregada em Charlottesville. Todos envolvidos estariam mais livres e seguros.

A “ACLU” (American Civil Liberties Union) está correta sobre isso

Um homem sábio disse uma vez, “não temos a Primeira Emenda para que possamos falar sobre o clima”. Nós temos isso para que possamos dizer coisas incontroversas.” Nenhuma pessoa razoável acredita que os defensores do ACLU tem qualquer tipo de simpatia com o que os discursadores na reunião do Unite The Right disseram no final de semana passado. Mas, eles reconhecem o quão importante era defender seu direito de reunir e exercer seus direitos, até mesmo para dizer coisas que a maioria esmagadora dos americanos acham ofensivo. Então, o ACLU foi ao tribunal federal para obter uma decisão para permitir o grupo ir à rua.

A questão central não é “Por que deixar eles falarem?”, mas sim, “Por que não deixar eles falarem?”. A resposta para a última questão é medo. Pessoas bem intencionadas estão com genuíno medo que o movimento dessas pessoas cresçam. Afinal, isso já aconteceu antes, certo? E isso não aconteceu em algum lugar remoto do Terceiro Mundo, mas sim em uma das principais nações industriais do mundo. Ainda existem pessoas vivas hoje que sobreviveu ao horror.

Se trata se os Americanos irão confiar um nos outros com liberdade ou não. A mídia tem usado todas as artes cinematográficas para pintar a marcha do fim de semana passado como o som de um escuro movimento político que poderia varrer o país. Sério? Alguém realmente acredita que alguns perdedores parecendo e soando como Illinois Nazis do filme dos Blues Brothers vão persuadir um percentual significante dos americanos de que eles estão certos? “Os judeus estão usando pretos como músculos contra você”. Isso é literalmente o que eles estavam dizendo em Charlottesville. Nós costumávamos satirizar essas coisas.

Zombaria, não músculo

Por todas as criticas que o presidente Trump absorveu por suas declarações semana passada, houve alguns surpresos momentos de clareza. É verdade que nem todas as pessoas que foram para protestar pela remoção da estátua eram “White Supremacists” ou nazistas. E também é verdade que nem todos contra o protestos eram pacíficos. É preciso um pouco de negação auto-justificada para não ver Antifa (grupo em guerra com os nazi) aproveitando a oportunidade de fazer o que sempre fazem – assaltar pessoas e destruir propriedades – assim como os nazistas aproveitaram a oportunidade da remoção da estátua para pregar sua mensagem idiota. Os americanos não precisam tomar um lado nessa luta.

Mas nós deveríamos estarmos do lado da Primeira Emenda para eventos semelhantes no futuro. Se nós perdermos a fé em nossos vizinhos até mesmo para rejeitar os argumentos dos Nazis, nós estaremos abandonando a própria liberdade. Nós podemos também aceitar o resto dos argumentos de planejadores centrais que procuram dominar todos os aspectos da nossa vida social e econômica. O raciocínio deles é o mesmo: Nós não podemos confiar na liberdade.

Os Nazis deveriam ser permitidos para falar e ter vídeos de seus eventos serem amplamente disseminados pela mídia. Se essa abordagem tivesse sido empregada na semana passada, talvez todos nós estaríamos rindo deles agora em vez de lamentar a morte de uma mulher inocente.

Autor – Tom Muller

Tradutor – Iannick Dadalto

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