GDM entrevista Arthur do Val: Vamos mudar esse país!

Há algum tempo nós nos reparamos em nossas redes sociais, vídeos com um certo jovem que mostra a verdadeira cara da esquerda militante em nosso país, que dava (e ainda dá) a cara a tapa somente para mostrar a truculência e ignorância dos militantes de esquerda.

 

Arthur Moledo do Val surpreendeu a internet ao não somente ficar atrás de um computador criticando a esquerda, mas ir ao “campo” e enfrenta-la cara a cara, nessa entrevista conheceremos mais do âmbito ideológico daquele com a pergunta icônica, “Quanto rende o FGTS?”. Confira:

 

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Grupo Domingos Martins: Você começou a ter um boom de inscritos após os vídeos em manifestações de cunho de esquerda, o que o motivou a ir nessas manifestações e como você se preparava para as mesmas?

Arthur do Val: Sempre tive vontade de ir a alguma manifestação ou em um sindicato para conhecer e entender melhor como funciona, até que certo dia eu estava no carro com alguns amigos meus e o trânsito parado devido a uma manifestação a favor do Lula na casa civil, imediatamente sai com meus amigos do carro e usamos os recursos que tínhamos ali no momento para gravar e registrar ali aquela manifestação, a primeira surgiu assim de uma ideia que já existia somada de uma oportunidade única.

 

Grupo Domingos Martins: Existe no liberalismo os que defendem o estado mínimo, mas não o seu fim denominados como minarquistas e os que defendem o fim do estado para que ocorra a liberdade econômica, denominados anarcocapitalistas. Quais são suas opiniões a respeito dessas duas vertentes de pensamento e em qual você considera se encaixar mais?

Arthur do Val: Estou mais para minarquista, com um estado oferecendo as necessidades básicas da população como saúde, educação e segurança, mas não mantendo o monopólio das mesmas e não interferindo na liberdade e no mercado, tenho em mente que as ideias anarco-capitalistas são muito belas, mas antes de irmos diretamente para o mundo sem o estado devemos passar primeiro por um estado mínimo segundo as ideias liberais para ver se realmente estamos aptos para viver em um mundo sem estado.

 

Grupo Domingos Martins: Você em um vídeo já afirmou que considera as pessoas de pensamento voltadas para a direita são mais maleáveis para a discussão, mas você já mostrou opiniões contrárias a muitas pessoas de direita como no caso das drogas. De qual forma você se porta em dialogar com essas pessoas? Como você leva a conversa para não perder esse apoio que ajudou em muito seu canal a crescer?

Arthur do Val: Discordo com pautas de direitas como o militarismo, aborto, drogas, porém hoje possuímos um inimigo maior que é a falta de liberdade econômica do nosso país e a alta taxa de tributos hoje cobrada, então penso eu que no momento é melhor nos unirmos para acabar com esse inimigo em comum, pois se começarmos a brigar por essas divergências agora vamos todos estar mortos e sem ter conquistado nada, então é assim que lido com as pessoas de direita mesmo tendo algumas pautas contrárias.

 

Grupo Domingos Martins: Você disse que durante o superior começou a desenvolver seu conhecimento político. Como você se portava em meio a discussões quando era mais novo e com menos conhecimento para argumentar, por exemplo, com professores e até mesmo com amigos para procurar não ofender as pessoas?

Arthur do Val: Durante minha época de superior as discussões políticas não existiam no ambiente acadêmico e quase não se falava de política pessoalmente com as pessoas. As discussões políticas se limitavam a questões como “O Lula é um bom ou mau presidente?” sem muito aprofundamento na política como um todo da forma que acontece hoje, e grande parte do meu conhecimento era adquirido via leitura e internet.

 

Grupo Domingos Martins: O Brasil hoje vive um momento de reformas, mas ano que vem teremos eleição e uma nova linha de pensamento assumirá o poder, qual é sua opinião sobre as eleições do ano que vem e você acredita que existam candidatos dispostos a continuar as reformas e formar uma equipe necessária para reerguer nosso país?

 

Arthur do Val: As eleições de 2018 para mim terão de tudo e será semelhante à eleição de 1990, pois nela vários partidos e várias ideias tentarão se colocar no poder tendo em vista essa abertura que há tempos não se encontrava no nosso país, claro que sempre apoiarei que um candidato com visão liberal entre no poder e possa continuar e remodelar as reformas começadas pelo atual governo, mas tenho grande temor com a ascensão do populismo que pode colocar a perder todas as pequenas conquistas que estamos tendo em nosso país e temos visto que o populismo vem ganhando força a cada dia mais entre os brasileiros.

 

Grupo Domingos Martins: Recentemente o estado do Espírito Santo entrou em uma greve de policiais militares e muito se falou sobre o monopólio do estado dentro da segurança pública. Você poderia dar sua opinião sobre esse caso e sobre outros monopólios de cunho estatal?

Arthur do Val: Para nós não defendermos o não monopólio do estado na segurança temos dois argumentos: a liberdade e o utilitarista. No filosófico temos a ideia de que nada legitima o estado de retirar a liberdade de você se defender com ideias desarmamentistas. O argumento utilitarista também contraria o fato de que países permissivos criam cidadãos violentos, o que não é verdade já que analisando países como os EUA onde o porte é muito mais simples que no Brasil, a taxa de mortes por arma de fogo é consideravelmente menor, assim como os acidentes que ocorrem com armas de fogo também, e ainda existe a questão de que um louco com uma arma só pode ser parado por uma pessoa sã que também esteja armada, ou seja, privando a pessoa de ter um meio de defesa próprio estamos interferindo diretamente no seu direito máximo de viver.

 

Grupo Domingos Martins: Você se relaciona com o MBL, grupo que é criticado por alguns por se denominar liberal, mas ao mesmo tempo se junta a partidos políticos. O quanto essa união com partidos é importante para o movimento liberal para você?

Arthur do Val: Existem dois jeitos de fazer política: O jeito violento, que é pegar armas e simplesmente destruir tudo, e o jeito de entrar no meio político e reformular por dentro, temos como exemplo hoje o Fernando Holiday que foi amplamente criticado por se candidatar pelo DEM, mas o mesmo sempre critica o Fernando Maia que é o presidente do seu partido. Temos que ter o foco de criar uma bancada liberal para nos represente, vamos ver um exemplo simples: se um deputado evangélico do PT precisa votar a pauta do aborto e o partido diz para ele que ele deve votar sim, mas a bancada evangélica diz para ele que não, ele seguirá a bancada evangélica, pois com a dissidência com o partido ele pode perder ali uma secretaria, um cargo ou influencia no partido, mas entrando em dissidência com a bancada ele perde seu eleitorado e consequentemente seus mandatos. Considero hoje que as ideias do MBL são mais concretas que de muitos partidos como o próprio DEM do Fernando Holiday, e considero eu que pessoas com ideias parecidas que poderão mudar o cenário, não necessariamente o partido.

 

Grupo Domingos Martins: Qual é a principal diferença que você sente de quando seu canal era menos badalado para o momento atual? E a fama influenciou de alguma forma em seus ideais?

Arthur do Val: Não considero que a fama influenciou em meus ideais, na verdade foi o contrário, meus ideais me levaram a fama, e hoje sinto – me mais firme nas ideias que sempre tive. A fama do meu canal fez também com que meu capital político crescesse mais e conforme ele crescia minha imagem crescia junto consequentemente me possibilitando ser convidado para programas, palestras, entrevistas como esta… E hoje eu sou um microempreendedor com uma empresa familiar, mas me dedico mais tempo ao canal exatamente devido ao capital político que ele me disponibiliza apesar de que em questão de lucro financeiro estou ganhando menos do que estaria se investisse mais tempo na minha microempresa.

 

Grupo Domingos Martins: Abrimos esse espaço para deixar uma mensagem aos seus fãs.

Arthur do Val: Por fim, gostaria de agradecer a todo mundo que me acompanha, seja de qualquer maneira, seja pelo Youtube, Facebook, por outras paginas que não são as minhas, outros canais de comunicação como, por exemplo, quem está lendo essa entrevista, queria dizer que eu faço isso para passar mensagem, meu principal objetivo é passar mensagem, tanto é que eu posto meus vídeos no Youtube que me paga uma merreca por views, posto no Facebook que não me paga nada pelos views, deixo todo mundo kibar meus vídeos, fiquem a vontade de baixar e colocar nas suas páginas, minha intenção é passar a mensagem, passar a minha ideia, fico muito grato quando as pessoas me reconhecem na rua, falando que gosta do meu trabalho, pedem pra tirar foto, acho demais isso, obrigado a todos que me acompanham e vamos mudar esse país!

Um abraço, Arthur.

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