E se o problema não for investimento em educação?

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“O problema é a educação”. Talvez essa seja a frase mais proferida quando se faz inquirições sobre a raiz dos problemas de nossa nação. O povo branda com júbilo ao pedir mais educação e mais recursos destinados a esse fim. E não é para menos, pois qualquer indivíduo que pense de maneira racional é capaz de enxergar a ligação direta entre o grau de instrução de uma população e os resultados provenientes da gestão de sua nação. No entanto, o Brasil investe 5,70% do PIB em educação, que em 2014 foi de R$ 5,52 trilhões, sendo uma das nações que mais investe em educação. Para se ter ideia, o Japão investe apenas 3,8%, figurando entre os últimos da lista. Ainda assim, em termos de resultados, não se vê melhoras no horizonte educacional brasileiro.[1]

O modelo educacional que se instaurou no Brasil, pelo menos a partir dos anos 80, foi o “socioconstrutivismo”, modelo este que é muito estimado pelos acadêmicos brasileiros até os dias de hoje. Acontece que o modelo socioconstrutivista pressupõe que o conhecimento depende da cognição de quem o produz, e afirma que os alunos devem participar ativamente do processo de criação cultural e intelectual, antes mesmo de lhes dar a base ou os instrumentos necessários para a correta assimilação e interpretação das informações adquiridas, ou seja, postula-se que o conhecimento é de natureza subjetiva, o que leva a o relativizarem, de forma um tanto pessoal.

O resultado dessa configuração não se mostrou positivo. Nos dias de hoje é comum se ver mestres e doutores sem conhecimentos que deveriam ser base de seu próprio campo de estudo. Como doutores em economia que insistem em teorias econômicas socialistas espalhafatosas que foram anuladas e provadas incorretas por deduções básicas que alicerçam o campo do estudo econômico. O que podemos deduzir é que o problema não se trata apenas de recursos, mas de certa forma, encontra-se na estrutura de ensino.

Considerado o patrono da educação brasileira, o pedagogo Paulo Freire aplicou em nosso mundo acadêmico o conceito de “pedagogia da libertação”[2], teoria intimamente ligada à teoria marxista e sua visão do terceiro mundo. Em seu livro “A Pedagogia do Oprimido”, Paulo Freire pregava a libertação de conceitos que considerava opressores, pregando, muitas das vezes, o distanciamento intelectual de pressupostos lógicos, fundamentais à correta assimilação e interpretação de dados do mundo real. O indivíduo, ao conduzir este processo, acaba por substituir o processo lógico por outro material intelectual, que no caso da educação brasileira foi um material de cunho ideológico, carregado com a visão marxista de mundo. Ao fim de toda essa configuração, as universidades e escolas brasileiras se tornaram um centro onde se substitui o aprendizado por um pseudo-conhecimento[3], composto por jargões repetidos de maneira sistêmica pelos intelectuais mais estimados da academia brasileira.

Por fim lhe pergunto, o problema será consertado apenas por investimentos em educação? Você quer mesmo ver seu dinheiro investido nessa configuração?

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[1] Brasil investe mais em educação do que países ricos, mas gasto por aluno é pequeno – Correio 24 Horas 20/10/2015

[2] FREIRE, Paulo. O Pensamento da Pedagogia do Oprimido: Da liberdade à libertação.

[3]  VIANA, Jefferson. Paulo Freire e o assassinato do conhecimento – Artigo do site do Instituto Liberal

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Comentários

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2 Responses to “

  • “Psicologia do Oprimido”? Não seria “Pedagogia do Oprimido”? De qualquer modo a crítica é muito pertinente.

    • Gabriel Ferrari - Editor-Chefe
      2 anos ago

      Obrigado por reparar, já foi corrigido. Continue sempre visitando, temos textos novos todos os dias às 19h.

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