POR QUE A INICIATIVA PRIVADA É SEMPRE MAIS EFICIENTE QUE O ESTADO

Um questionamento quanto as consequências de atos e a incompletude da informação

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A iniciativa privada é mais barata, mais ética, mais eficaz e socialmente benéfica. Não há argumentos para a manutenção do Capitalismo de Estado, que é a postura estatista de competir no livre mercado com instituições privadas. No entanto, apesar de empiricamente aceitos pela maioria, é necessário uma discussão lógica para elucidar e validar o que é verificável na prática.

Como preâmbulo, deve-se constatar que atos tem consequências. Uma direção imprudente pode levar a um acidente, uma atitude de risco pode levar a uma doença, e etc. Qualquer adulto sabe que se gastar mais do que ganha falirá. E pode-se usar falir como sinônimo de falhar. O Estado não tem esse medo de falhar, dado que as consequências desta falha não serão sentidas por ele. Ora, se um indivíduo falhar em seu empreendimento, ele deve pagar pelos seus atos. E falir é caro. Um indivíduo pode perder anos, ou até décadas para se recuperar de uma bancarrota.

O Estado, por outro lado, se vê como impune a falência. Em uma situação de insolvência, o Estado aumenta os impostos para subsidiar as suas empresas, estas, por sua vez percebem que ganham muito mais recursos conforme são ineficientes em sua gestão. Quanto maior a eficiência de uma empresa estatal, menos recursos ela tem. Quanto maior a eficiência de uma empresa privada, mais recursos ela tem. Os incentivos são invertidos.

Outro preâmbulo é a incompletude da informação. No séc. XVI e no séc. XVII o valor da informação era basicamente o mesmo. No entanto, no séc. XVIII houve a invenção da impressora mecânica, o que barateou a informação. Mas nunca houve um barateamento como a internet. Hoje, no séc. XXI, a informação é cada vez mais barata. É uma revolução sem precedentes. Mas ainda assim a informação é incompleta.

Nunca ninguém sabe tudo sobre um mercado, não importa o quão simples ele seja. Nesse aspecto, deve-se recolher a humildade e aceitar que opinião não é informação. E que quanto mais próximo se está da fonte da informação, mais bem informado se está. E por fim, quanto mais bem informado, melhor é a tomada de decisão gerencial. Não faz sentido que um burocrata em seu escritório pode tomar uma decisão empresarial melhor do que um empreendedor no âmago empresarial.

Usando causa/efeito e informação como preâmbulos. Podemos concordar com Milton Friedman em seu artigo Quatro Formas de Gastar Dinheiro. Para simplificar, diremos que as formas são baseadas nas pessoas do discurso. A 1ª pessoa (eu) e a 3ª pessoa (outro) serão chamados apenas 1 e 3. Logo, as 4 formas são: 1-1, 1-3, 3-1, e 3-3.

A forma 1-1 é quando uma pessoa gasta dinheiro consigo mesma. Nessa situação, a eficiência do dinheiro atinge o máximo. Afinal, ela é muito bem informada de seu meio, e absolutamente consciente dos seus atos.

A forma 1-3 é quando se dá um presente, quando se gasta o seu dinheiro com outra pessoa. Aqui é necessário gastar mais dinheiro para atingir um valor emotivo, sem a informação completa do que alguém quer ou gosta. A eficiência do gasto cai, afinal é outra pessoa.

A forma 3-1 é quando se recebe um cheque em branco, ou se viaja com as contas pagas pela empresa. Apesar de o individuo ter conhecimento de todas suas necessidades, ele é inconsequente quanto aos gastos. Não será ele quem pagará.

A forma 3-3 é quando se utiliza o dinheiro que não é oriundo do indivíduo para alguém que este não conhece. Não há conhecimento de necessidades nem a probidade de gastar de forma consciente. Segundo Friedman, esta é a forma menos eficiente, perdulária e irresponsável possível. E é assim que o Estado gasta dinheiro.

Nota-se que a empresa privada mais mal administrada é, possivelmente, melhor administrada que a empresa pública de melhor gestão. São 3 ordens de grandeza em questões de probidade de gastos e informacional. Neste âmbito, percebe-se que privatização de empresas é financeiramente interessante para o aumento de eficiência contábil. Fica claro que ao se retirar da forma menos eficiente de gastar dinheiro, para a forma mais eficiente, acontece uma brusca evolução em produtividade. Além de mais ético, correto e transparente.

Escrito por Loss Jr. – Estudante de Economia Austríaca

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