Afinal, o que é liberalismo?

Nos últimos anos muito tem se falado sobre liberdade no Brasil. A falência de um estado perdulário deixou como legado a recessão, a inflação e o desemprego. Desesperados, muitos brasileiros foram pesquisar as causas para compreender os erros, e esse fenômeno impulsionou uma espécie de renascimento da liberdade em nosso país.

Mas para além do jargão comum, o que seria verdadeiramente o liberalismo?

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O liberalismo se origina na defesa das liberdades individuais, sejam elas liberdades políticas, econômicas e intelectuais. Ele surge em oposição à figura do sistema absolutista. No princípio, o liberalismo era tão somente uma doutrina econômica. 

Com Adam Smith, no século XVIII, pode-se visualizar como dar a autonomia ao próprio indivíduo ou a um menor grupo é mais eficiente do que concentrar o poder de todas as coisas nas mãos de uma pessoa. 

Na prática, Smith mostrou como o Estado pode e deve focar em garantir os direitos e serviços essenciais para o indivíduo, mas sem distorcer a economia de mercado.

Além disso, o Liberalismo pode ser estruturado em três pilares, que são: vida, propriedade e liberdade. Conhecidos como “direitos naturais”, lançados pelo filósofo inglês John Locke (1632-1704), esses pilares nos fazem entender o liberalismo como uma doutrina política.

Outra definição seria a de Donald Stewart Jr, que classifica o liberalismo como “uma doutrina política que, utilizando ensinamentos da ciência econômica, procura enunciar quais os meios a serem adotados para que a humanidade, de uma maneira geral, possa elevar o seu padrão de vida.”

Na prática, maior liberdade econômica e política está associada à maior desenvolvimento econômico e social. Há correlações positivas, por exemplo, entre liberdade econômica e melhor preservação do meio ambiente, mais educação e inovação e melhores indicadores de saúde.

Escrito por Antonio Colodetti – coordenador do Grupo Domingos Martins.

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