Atlético Paranaense VS Coritiba: Estatismo, e suas ramificações contra a inovação.

 

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Dia 19 de fevereiro de 2017, os times do Atlético/PR e do Coritiba protagonizaram o início de uma revolução no Futebol Brasileiro. Ao se iniciar a temporada, ambos os clubes já haviam tido problemas com a Rede Globo, pelo fato de que os times, cujo iriam disputar o campeonato chamado “Primeira Liga”, queriam receber o mesmo valor que o Flamengo receberia por transmissão, tendo sua proposta rejeitada, fato que culminou na ausência do Atlético PR e Coritiba na referida competição.

 

A partir disso, os clubes em questão, após tentar mais uma vez negociar com a Rede Globo sobre o clássico que ocorreria na data de 19/02/2017, não aceitaram a proposta oferecida, que seria de R$1 milhão pelas duas partidas, fato que culminou em vendas de suas placas publicitárias para outras empresas, além da atitude de transmitir o jogo gratuitamente pelo YouTube e pelo Facebook, utilizando-se de suas páginas nesta rede social, fato inovador no Brasil.

 

No entanto, apesar do aviso, por parte dos clubes, para a Federação Paranaense de Futebol (FPF), a mesma não se pronunciou durante toda a semana. No entanto, logo antes de o jogo ser realizado, após ter ocorrido a venda dos ingressos, as pessoas, os árbitros, as equipes de apoio, estarem no estádio, os dirigentes da federação resolveram intervir na situação.

 

A FPF não autorizou que o árbitro não iniciasse a partida, alegando que havia falta de credenciamento dos profissionais que iriam trabalhar naquele local. Porém, tal informação não foi confirmada pelo quarto árbitro, de nome Rafael Traci, que relatou em súmula que a partida foi cancelada, pois, Youtube e Facebook não eram os detentores oficiais dos direitos. Caso a partida fosse realizada, a multa com a Rede Globo seria milionária.

 

A partir disso, podemos refletir no quanto o nosso futebol está refém de Federações, cujo não representam ninguém, assim como um sindicato, além de termos o mercado de televisão ainda muito restrito, cujo faz alianças governamentais para o “capitalismo de compadres” fluir.

 

Importante explicar que as Confederações, Federações e Clubes são entidades que compõem o Sistema Nacional do Desporto, entidades nacionais de administração do desporto; entidades regionais de administração do desporto; e entidades de prática desportiva filiadas ou não àquelas referidas nos incisos anteriores.

 

Ressalta-se que o Art. 13, da lei 9.615/98, versa que o “Sistema Nacional do Desporto tem por finalidade promover e aprimorar as práticas desportivas de rendimento”. Lembrando que, a Federação faz parte do Sistema Nacional do Desporto, que, ao invés de promover as práticas esportivas, está apenas atrapalhando, tanto é verdade que foi criada a Primeira Liga, cujo foi organizada por times que estavam descontentes com o público e as rendas dos campeonatos estaduais, administrados pelas Federações.

 

Durante toda a história da humanidade, alguns indivíduos sempre foram contra a inovação. Inovação e concorrência foram fatores que por anos incomodaram muitas pessoas. Fato esse que culminou com empresas fazendo acordos com governo, pessoas se juntando para explorar renda de outras por meio de associações transvestidas de “lutas por direitos”, e, como no caso em questão, a grande empresa, que consegue monopolizar grande parte do mercado, por meio de concessão estatal, conseguindo restringir a liberdade dos Clubes Brasileiros, precarizando o ambiente de negócios dos mesmos.

 

Nesse tipo de arranjo, o mercado é artificialmente moldado por uma relação de conluio entre o governo, as grandes empresas e os grandes sindicatos, ou federações. Políticos concedem a seus empresários favoritos uma ampla variedade de privilégios que seriam simplesmente inalcançáveis em um genuíno livre mercado.

 

Por meio desse capitalismo, que é chamado pela maioria de “capitalismo de estado, o governo acintosamente cria e protege monopólios, oligopólios, cartéis e reservas de mercado por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), por meio de subsídios a empresas favoritas, por meio do protecionismo via obstrução de importações, por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

 

Dito isto, observa-se que no futebol brasileiro ainda há muito poucas liberdades para os clubes, cujo caso não se filie a uma Federação, ou não façam acordo com alguma emissora, terão altos prejuízos, além de não terem a possibilidade de usar métodos alternativos para a transmissão de seus jogos, fato que ocorreu no dia 19/02/2017.

 

As pessoas, no geral, não estão se atentando ao fato de que a revolução tecnológica já está acontecendo há bastante tempo, o setor de tecnologia avançou de forma abrupta de 30 anos para cá, porém, quando essa mudança prejudica diretamente empresas detentoras do monopólio artificial (criado pelo governo), prejudicando entidades que fazem conluio com essas empresas, aí “o buraco é mais embaixo”, pois, farão de tudo para frear tal movimento inovador.

 

A inovação incomoda tanto, pois, qualquer inovação que pode mudar o status quo. Quem compete no mercado pelo mesmo cliente tem de se empenhar para proporcionar o melhor serviço, o melhor atendimento, a melhor experiência ao cliente, etc. É uma tarefa difícil.

 

Ocorre que, assim como todos os pioneiros em inovações, no geral, na história da humanidade, sempre lutaram muito para que suas ideias, cujo melhorariam a vida da humanidade, fossem postas, os Clubes Brasileiros lutam para serem independente de federações. Já foi provado, por meio da Primeira Liga, que os clubes conseguem se auto organizar.

 

Diante disso, é possível observar que o método de transmissão usado pelos clubes mencionados acima, no caso, o Youtube e Facebook live, são capazes de proporcionarem acesso universal, praticamente de graça (só necessitando acesso à internet), à várias pessoas ao redor do mundo. Imagina quantas pessoas assistem programas no Youtube?

 

Agora com o advento do Facebook Live, temos mais opções ainda de assistir qualquer coisa, em qualquer lugar do mundo, possuindo apenas acesso à internet e qualquer coisa que consiga transmitir imagem e se conectar, sem maiores problemas.

 

A história nos mostra, dia-a-dia que a inovação tecnológica está vindo para ficar, as pessoas estão sentindo o que é a liberdade de fato. É possível que com essa rebeldia e inovação dos Clubes Atlético Paranaense e Coritiba, cujo se tornaram pioneiros na luta pela liberdade no mundo do futebol, no que tange a transmissão de jogos e contratos de publicidade, seja aderida por mais clubes brasileiros, para assim, monopólios, interesses de poucos, não atrapalharem o futebol “arte” brasileiro.

 

Post scriptum: As partidas ocorreram e foram um sucesso de público, mais de 3 milhões de visualizações, além da comemoração do “fim do monopólio”, os internautas também elogiaram a qualidade da transmissão, alguns chegam a pedir que a final da Taça Guanabara entre Flamengo e Fluminense seja feito da mesma forma, já que a justiça do Rio determinou torcida única.

 

REFERÊNCIAS

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2235

http://mises.org.br/Article.aspx?id=2564.

https://www.institutoliberal.org.br/blog/capitalismo-de-compadres/.

https://www.cbtp.org.br/arquivos/2015/parecer/0002/Parecer%20CBTP%20sobre%20Constituicao%20de%20Entidades.pdf.

http://cenaslamentaveis.com.br/atletiba-e-luta-contra-o-monopolio-no-futebol-brasileiro.

http://conteudo.startse.com.br/mercado/redacao/o-dia-em-que-globo-sofreu-uma-das-suas-maiores-derrotas/.

http://blogdojuca.uol.com.br/2017/03/que-a-dupla-fla-flu-repita-a-atletiba/

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