A rede da liberdade

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“The liberty network is small, but growing and globally connected”

JOHNSON, Jerry.

A frase supracitada não poderia descrever melhor o que eu vivi em janeiro, ao passar as suas duas primeiras semanas em Santiago com mais cinquenta e sete jovens de vários países da América Latina, China, Iraque, Índia e Estados Unidos. Nós fizemos parte do Institute for Leaderships in the Americas 2016 – programa realizado anualmente pelo The Fund for American Studies em parceria com a Universidad de Los Andes.

Durante esse período, tivemos aulas com professores renomados – como Bradley Thompson, diretor do Institute for Studies of Capitalism da Clemson University, e profissionais notórios – como José Piñera, “chicago boy” e pai do sistema previdenciário chileno, que atualmente serve de modelo para o resto do mundo devido ao seu sucesso, compondo um grupo de excelência acadêmica. Por meio deles, nos foi proporcionado uma gama de informações preciosas. Dentre tais, posso citar estudos sobre as teorias política e econômica sob ótica do liberalismo clássico, bem como a análise da história chilena e os alicerces que fizeram este país alcançar um nível de prosperidade econômica singular e inédito na América Latina.

Exemplo deste conteúdo foi a análise e explicação dos estudos de Ayn Rand sobre os direitos humanos, tratando-os exclusivamente como direitos negativos e, consequentemente, delimitando uma área de atuação do Estado. Dentro deste escopo, diversos campos foram utilizados, como o político, o antropólogo e o filosófico, demonstrando a diversidade de áreas de conhecimento requeridas pelos nossos estudos.

Além das atividades puramente acadêmicas, participamos de momentos extracurriculares que também foram de grande importância para o conhecimento adquirido nesse programa. O grupo foi para a cidade portuária de Valparaíso – onde visitamos o Congresso Chileno e para o Palácio de La Moneda, a sede presidencial. Nestes lugares, pudemos absorver ainda mais sobre a história chilena e entrar em contato com as suas instituições. Foi, portanto, um momento em que vimos na prática o que estávamos estudando em classe.

Também não poderia deixar de citar uma oportunidade incrível desse programa e o principal motivo que fez Jerry, meu amigo e libertário indiano, citar a frase com que se inicia esse artigo: o intercâmbio cultural. Durante o curso, conheci e interagi com pessoas incríveis. Nós trocamos experiências e realizamos diversos debates sobre tópicos emergentes na contemporaneidade latino-americana, o que resultou em um espaço propício para o florescimento de novas ideias para o fortalecimento da rede liberal, em prol de uma sociedade mais livre e justa. E uma das coisas mais importantes: viramos verdadeiros amigos, festejamos bastante, trocamos risadas e fizemos com que os funcionários do Hotel Diego de Velazquez nunca mais nos esqueçam.

Eu espero que o meu breve depoimento sirva de inspiração para vocês, ferrenhos defensores da liberdade. O Brasil e o restante do mundo estão com oportunidades incríveis para nós enriquecermos nossa base teórica e nos tornarmos cidadãos globais. Basta vocês quererem e se desafiarem para que os seus sonhos se tornem realidade. Por fim, peço que se lembrem do que Jerry disse: a rede da liberdade é pequena, mas está crescendo e globalmente conectada.

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